Todo processo longo tem uma fase que não aparece em material de divulgação: aquela em que a pessoa considera parar. Em um minuto e três segundos, Elizabeth Ribeiro a descreve.
“A gente passa por processos: a gente tem aquele interesse, chega um momento que desiste, pensa para quê, o porquê — e a equipe continua, e a equipe não sai do lado.”
Oncologista clínica, ela abre o depoimento pelo motivo da mudança, e é econômica: “é qualidade de vida. Não tem como pensar em Itália sem qualidade de vida, né?”.
O que ela diz sobre o processo
A caracterização que faz do percurso é sóbria e não promete encurtamento: “o processo não é simples. O processo é gradual, assim como foi no Brasil; em qualquer outro país seria gradual, obviamente”.
A comparação com a formação brasileira é um bom calibrador de expectativa. Ninguém espera que graduação, residência e títulos saiam rápido. Reconhecer um diploma em outro país opera na mesma ordem de grandeza de esforço administrativo — com a diferença de que agora há uma língua estrangeira no meio.
O critério que ela propõe
No lugar de um argumento sobre serviço, Elizabeth oferece um critério de decisão pessoal: “é ter convicção do que você quer pra sua vida, do seu futuro, onde você se imagina, onde você se idealiza — uma convicção de onde você quer se ver amanhã”.
Para quem está no começo, é um teste mais honesto do que qualquer comparativo de preço: se a resposta à pergunta “onde quero estar daqui a alguns anos” não for clara, a fase de desânimo que ela descreve costuma vencer.


